Se você vai viajar para Maragogi ou São Miguel dos Milagres, confira nossas dicas!

Se você vai viajar para Maragogi ou São Miguel dos Milagres, confira nossas dicas!

12 de outubro de 2019 0 Por Fernando Montalvão

If you are going to travel to Maragogi or São Miguel dos Milagres, check our hints out! Full version in English here.

Essa é a segunda parte do artigo da viagem para Maceió. Se você quer ver a primeira parte, clique aqui.


Quinto dia – ida para São Miguel dos Milagres

No caminho para Maragogi, paramos em São Miguel dos Milagres. Que lugar maravilhoso! O paraíso deve ser algo parecido. A água é… bom, não vou descrever com palavras, apenas veja as próxima fotos e tire suas próprias conclusões.



Em seguida, fomos para o passeio do Peixe-Boi. Existe uma associação que cuida dos peixes-boi em estado vulnerável. Eles cuidam, alimentam e caso eles consigam se readaptar a algumas condições necessárias para viverem soltos, eles retornam para a natureza. Vale a pena conhecer o local.



Uma curiosidade é que o programa Caldeirão do Huck reformou a sede deles, fazendo com que eles ganhassem bastante fama pelo local. O quadro do Caldeirão pode ser visto no link abaixo:

https://globoplay.globo.com/v/3691305/

O passeio dura entre 1 e 2 horas. O barco é sem motor, duas pessoas vão empurrando com um pedaço de pau na parte traseira do barco, encostando no fundo do rio e puxando, enquanto uma terceira pessoa trabalha como guia do lugar, explicando sobre os animais e sobre o projeto.

Valor do passeio: R$50,00

Observações: eles permitem apenas um número limitado de pessoas por dia, com o propósito de não estressar os animais. Então, vale a pena ligar com antecedência para agendar o passeio.

Após o passeio, fomos para Maragogi, que fica a uns 30 minutos de São Miguel.

De noite, decidimos ir para a primeira cidade de Pernambuco, São José da Coroa Grande. Ali o comércio fecha às 19 (inclusive mercados), então se decidir ir até lá, corra! Logo na entrada da cidade existe um mercado que eles chamam de atacadão. O preço ali é muito bom, fomos para lá por recomendação do host do Airbnb. Ele falou que em Maragogi os preços são mais caros por ser cidade turística.

Dica: procure saber onde os moradores frequentam e evite pagar “preço de turistas” para as coisas.

Após às 19, tem apenas uma pequena região com uma feirinha e alguns restaurantes. Apesar de o local ser bem pouco movimentado, nos sentimos seguros.


Sexto dia – Maragogi


A Jaque acordou mais cedo e nos presenteou com essas fotos do nascer do Sol.


Quando todos acordaram, decidimos conhecer um pouco da praia do Peroba, que havia sido a praia onde nos hospedamos (o que não recomendamos pois não existe tratamento de água na região, é água de poço, que possui uma coloração amarronzada e um cheiro estranho de peixe. Fica a dica: pesquise sobre isso antes de reservar sua hospedagem!).

Apesar desse inconveniente da água, a praia do Peroba é muito linda e possui água própria para banho. Alguns locais da praias do centro de Maragogi possuem despejo de esgoto e estavam impróprias para banho quando estávamos lá, então fique atento.

Entramos no mar e como a maré estava bem baixa, andamos até cansar mar adentro, e ainda dava pé, aliás, a água mal chegava ao joelho.


Havia partes movimentadas, e o pessoal estava cobrando R$100,00 o passeio para as piscinas naturais.

Acabamos fechando por R$65,00 por pessoa para o dia seguinte, de lancha, diretamente com a proprietária do Airbnb que estávamos hospedados.


Sétimo e último dia – passeio em Maragogi – Piscinas naturais


Esse era o dia mais esperado de nossa viagem. Mesmo vendo várias fotos do local antes de ir para essa viagem, era difícil acreditar que tal lugar existisse. O azul do mar é fantástico. Parece que você está vendo através de um filtro de photoshop rs.

Mas para testemunhar essa experiência, é necessário estar um sol bem forte. Reparamos que quando o sol se escondia, a água não ficava tão azul.

Outra dica fundamental: NÃO FAÇA ESSE PASSEIO EM MARÉ ALTA!!! O dia que fomos à Praia do Peroba, tentaram nos empurrar o passeio por $100,00 de catamarã e já havia passado 1h da baixa da maré, o ideal é chegar pelo menos meia hora antes do momento mais baixo da maré porque você pega a maior visibilidade no momento que está lá. Para vocês entenderem melhor uma maré considerada baixa é de 0,5m ou menos, se a maré estiver acima disso, NÃO VÁ, não vale a pena.

Ao descer da lancha no recife dos corais, fomos convidados para bater algumas fotos com fotógrafos profissionais que trabalham no local. Eles batem fotos bem legais embaixo da água. Mas faça suas fotos logo no começo do passeio, quando a maré não começou a subir e as pessoas ainda não pisotearam tudo fazendo com que a terra fica remexida, as fotos do meu irmão que foram batidas logo no começo do passeio ficaram muito melhores que as nossas que ficaram mais turvas e com menos visibilidade.


Existe também a possibilidade de fazer mergulho com cilindro, mas decidimos não fazer por que iríamos voar no dia seguinte – dizem que não é bom mergulhar próximo do momento de voar, não sabemos se é verdade, deixe aqui sua opinião nos comentários!

Após visitarmos o recife de corais, o piloto da lancha fez uma parada em um incrível banco de areia. Essa areia se estende por quilômetros mar adentro. Nessas fotos abaixo, ao lado do local onde estamos, está super raso, dá pra ver o fundo do mar, e láaaa distante está a praia.



Esse passeio nos rendeu nossas fotos favoritas. Aproveitamos bastante.

Dica: sempre fique atento aos preços das coisas. Quando você tem muita cara de turista (como é meu caso, infelizmente – todo mundo comenta kkk), alguns vendedores ou até mesmo restaurantes podem cobrar um preço diferenciado. Não se esqueça, estamos no Brasil =/

Na hora do almoço, fomos para a região central de Maragogi. Lá nós almoçamos no restaurante self-service Casa do Turista – o que altamente recomendamos. O lugar serve uma comida boa e bonita com um preço super justo, inclusive no dia que fomos tinha um bobó de camarão delicioso entre as opções. Além de oferecer uma sobremesa que nos encantou – sorvete de coco verde com cocada. Descobrimos também que de noite trabalham com pratos à la carte.


Dica: procure manter uma dieta balanceada em sua semana de férias, para não ficar se sentindo inchado e incomodado. Almoçar em restaurantes self-service é uma das maneiras que a Jaque e eu adotamos para atingir isso e também economizarmos já que se paga por kg, evitando desperdício. Em alguns restaurantes, você pede um prato pronto, vem uma quantidade exagerada e desproporcional de arroz e feijão que você nem costuma comer. Quando você monta seu prato, pode montar algo mais equilibrado e com maior variedade. Aí de noite, a gente costuma enfiar um pouco o pé na jaca e comer uma pizza, um lanche… kkkk. Tome cuidado para não ficar comendo porção na praia todo dia no almoço e “porcaria” na janta também, porque depois de dois dias sem conseguir ir ao banheiro vai bater aquele arrependimento.

Dica: após sairmos do restaurante, conversamos com um pessoal que fazia passeio para as piscinas naturais “oficiais”, elas são três: Galés, Taocas e Barra Grande e acabamos descobrindo que o passeio que fizemos não foi em nenhuma delas, pois o acesso é restrito e é dada uma pulseira de identificação e onde fomos não foi dado nada disso. Antes de fechar passeios, dê uma orçada com o pessoal da região do centro de Maragogi. Ir nas piscinas oficiais tem seus prós e contras, elas são mais famosas, porém terá mais gente durante o passeio com você sapateando em tudo, fazendo a areia subir e atrapalhando a visibilidade.

Em nossa última noite, decidimos ficar pela praia perto da casa que nos hospedamos, a praia do Peroba. Lá conseguimos algumas fotos bem legais com o Sol se pondo.


Apesar de ser um local paradisíaco e muito romântico, vale muito a pena viajar com mais um casal. Eles te ajudam a conseguir as melhores fotos para você se lembrar sempre da viagem, além de sempre ter alguém para ficar na mesa tomando conta das coisas enquanto você pode ir para o mar com seu amor.

Na hora da janta, não resistimos, voltamos ao restaurante Casa do Turista para provar o Camarão Jangadeiro. Sem palavras né?


Comente embaixo quais outros passeios que deveríamos ter feito em São Miguel e Maragogi e caso tenha suas próprias dicas marotas põe na roda. Qual a praia mais bonita de lá? Qual o prato mais gostoso/ exótico que você já comeu nessa região? Nos dê sua opinião!